O rio Uruguai continua subindo e a ameaça maior é às três cidades mais atingidas pelas cheias no Rio Grande do Sul: Itaqui, Uruguaiana e São Borja, onde estão 90% dos cerca de 10 mil desabrigados do Estado. Os municípios são banhados pelo Uruguai, formado pelos rios Canoas e Pelotas, na divisa entre os territórios gaúcho e catarinense, que estabelece também os limites entre Brasil e Argentina. São 123 os municípios gaúchos em situação de emergência por causa das inundações. Itaqui e Uruguaiana permanecem em estado de calamidade pública.
De acordo com a Defesa Civil/RS, o nível do Uruguai subiu um metro e 18 centímetros depois de São Borja, na região das Missões. Na localidade de Garruchos, perto de São Borja e onde choveu na manhã de ontem o rio avançou cinco metros em pouco mais de 24 horas. A informação é do cabo Luiz Paim, do plantão da Defesa Civil/RS.
Ontem em Itaqui e Uruguaiana, no baixo Uruguai, o rio também crescia. A medição divulgada pela Defesa Civil/RS indicava elevação de 32 centímetros em Itaqui e de nove centímetros em Uruguaiana, em um ponto mais abaixo do rio. O aumento foi consequência das chuvas que caíram nas cabeceiras nos últimos dias. Enquanto no Alto Uruguai o nível diminuía - em Marcelino Ramos, por exemplo, o recuo era de 13 centímetros -, o volume de água aumentava no curso médio e inferior do Uruguai. A Defesa Civil/RS manteve sua advertência às 2.800 famílias desabrigadas para que não voltem às suas casas.

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