Depois de dar o aviso de que as apresentações no Power Point seriam sua ferramenta de ensino, o professor Hélio Gianesella perguntou quem, da turma de cerca de 160 alunos, tinha celular com bluetooth e, depois, quem tinha computador com internet.
  Eis a razão: o conteúdo da aula, uma vez que está em formato de arquivo de computador, pode facilmente circular entre os celulares dos alunos por meio de bluetooth. Àqueles que não tinham celular com essa tecnologia, era só baixar o arquivo em um site da internet. Mesmo os que não possuíam computador com internet em casa podiam copiar o conteúdo impresso na biblioteca.
  Mas o que importa é que a atitude do professor acabou com aquela perda de tempo que é copiar o conteúdo no caderno em sala de aula. ‘‘A matéria do ano inteiro era passada em oito, dez minutos na primeira aula do ano’’, diz.
  Quinze a vinte minutos é o pouco tempo em que o professor consegue a atenção dos alunos. É esse tempo que Gianesella usa para apresentar seu conteúdo de aula no Power Point. Para os sinestésicos, ele destina alguns minutos depois disso para a cópia de um resumo da matéria ao som de alguma música que eles gostem por meio do YouTube (canal de vídeos na internet). ‘‘O aluno se sente liberto. E a linguagem da internet é justamente essa, de liberdade.’’ Depois, a turma retoma o conteúdo com todo o gás, assegura.
Plantão na internet
  Pouco antes da prova do Enem, ele fez outra experiência com alunos na internet. Deu plantão do meio-dia do dia anterior à prova ao meio-dia do dia seguinte através de um site na internet. O resultado: mais de 700 acessos ao site nesse período. Lá, estava hospedado um aplicativo que possibilitava bater papo com os alunos e, ao mesmo tempo, mostrar na tela apresentações de Power Point de acordo com as dúvidas que iam surgindo. (M.F.C.)

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