Contêiner cai sobre ônibus e mata 17
Dimitri do Valle
De Curitiba
Dezessete passageiros mortos e 25 feridos. Este foi o saldo da queda de um contêiner sobre um ônibus da Viação Itapemirim por volta das 5h40 de ontem. As vítimas são de Curitiba e São Paulo. A tragédia aconteceu no km 364 da BR-116 (Régis Bittencourt), próximo ao município de Miracatu (SP). A carga era transportada por uma carreta da empresa Costa Sul Transportes, de Paranaguá, que viajava em direção ao Paraná. Ela se desprendeu da carroceria numa curva e tombou, atingindo a lateral esquerda do ônibus, que fazia a linha CuritibaSão Paulo. De acordo com balanço parcial da Polícia Rodoviária Federal, quatro mortos permaneciam sem identificação até o final da tarde de ontem.
Passageiros do ônibus foram esmagados pelo impacto. Pedaços de corpos
ficaram presos às ferragens, e membros humanos foram achados dilacerados na pista pelas equipes de resgate.
As poucas informações sobre o estado de saúde dos feridos indicam também que o número de mortos poderá ser maior, já que muitos passageiros foram retirados das ferragens com mutilações graves. O motorista Erlon Santos, condutor da carreta, que tinha placa de Curitiba (AEJ-7587), fugiu após o acidente.
O policial rodoviário Jorge Luís Pinckel, do posto de Itapecirica da Serra (SP), contou que o motorista também pode ter saído ferido do acidente. Na cabine, os policiais encontraram vestígios de sangue. Se estiver ferido, ele pode estar em algum hospital da região, com algum outro nome, suspeita o patrulheiro.
O motorista do ônibus, Oswaldo Domingues, está internado no Hospital da cidade de Juquitiba (SP). Ele sofreu escoriações pelo corpo. De acordo com o patrulheiro, o motorista do caminhão escapou com todos os documentos do veículo e as notas fiscais que discriminavam o conteúdo da carga e o destino dela. A Folha apurou que o contêiner armazenava uma carga de taças de cristal que deveriam ser entregues no Porto de Paranaguá.
O resgate das vítimas foi difícil. O contêiner, que pesava cerca de 25 toneladas, ficou por cima de cadáveres e feridos. Ele precisou ser içado por um guindaste para que as equipes de socorro pudessem prestar os primeiros socorros. Cerca de 50 pessoas, entre policiais rodoviários, bombeiros, paramédicos, voluntários e funcionários da Itapemirim, ajudaram nos trabalhos de remoção das vítimas.
O trecho onde ocorreu o choque é formado por pista simples, fica numa região montanhosa e o acesso é complicado. Chovia bastante no momento da colisão. Os corpos das vítimas foram conduzidos para o Instituto Médico Legal (IML) de Registro (SP) e os feridos aos hospitais de Juquitiba, Registro, São Paulo e Pariquera-Açu.
Aproximadamente 4 horas depois do acidente, o trânsito foi liberado pela Polícia Rodoviária Federal nos dois sentidos da pista. O engarrafamento no sentido ParanáSão Paulo chegou a 25 quilômetros. No sentido oposto, a Polícia Rodoviária Federal registrou um congestionamento de 15 quilômetros. Desde o início da manhã, a procura por informações sobre o estado das vítimas foi intensa no guichê da Itapemirim, na rodoferroviária de Curitiba.Acidente aconteceu ontem em uma curva da BR-116, que liga o Paraná a São Paulo; 25 passageiros ficaram feridos
Agência EstadoMauro FrassonTRAGÉDIAO ônibus foi esmagado pelo contêiner que pesava cerca de 25 toneladas; ao lado, a estudante Elizane Cristina Vaz, de Curitiba: família viveu momentos de aflição ao saber, pelo rádio, do acidente com o ônibus no qual seu pai viajava. Graças a Deus ele está bem





