Londrina - O soldado Wagner Cardoso conhece muitos moradores do Jardim União da Vitória (Zona Sul) pelo nome. Ao se aproximar de Adão de Oliveira e do neto Daniel, de 11 anos, a dupla o cumprimenta da mesma forma: "Tudo bem, Wagner?". Sinal de que os policiais militares da Unidade Paraná Seguro (UPS) estão seguindo a "cartilha" do policiamento comunitário: se aproximando da população e conquistando a sua confiança.
O policial explica um pouco mais da relação com a comunidade. "O diferencial do nosso trabalho está no tratamento com os moradores. Eles passam seus anseios sobre o nosso trabalho e nos auxiliam com denúncias. Com o policial mais próximo dos moradores diminui a incidência dos crimes no bairro", observa.
A UPS foi instalada no União da Vitória em dezembro de 2013. O aposentado Pedro Rodrigues dos Santos, que reside há 20 anos no bairro, não poupa elogios às mudanças que ocorreram no bairro desde aquela época. "Acabaram as arruaças. Antes era muito perigoso e agora tá bom, viu. Parou também (o problema das) pessoas usando droga aqui em frente de casa."
Além da presença constante dos PMs, ações desenvolvidas pela corporação fortalecem a relação. "Após o período de identificação dos pontos, do cumprimento de mandados de busca e apreensão, começamos a desenvolver o policiamento ostensivo e as atividades comunitárias. Realizamos campanhas educativas e participamos da comunidade de forma mais efetiva", salienta o capitão Jefferson Luiz de Sousa. "Por exemplo, no dia das mulheres realizamos uma ação comunitária e no Dia das Mães entregamos flores."
Agora, o próximo passo é reestruturar o bairro. "Buscaremos melhorar a condição estrutural. Estamos caminhando junto aos outros órgãos do governo e com a Prefeitura para que os problemas sejam resolvidos", adianta o capitão.
De acordo com a PM, o número de ocorrências registradas no União da Vitória entre janeiro e abril deste ano é menor em comparação com o mesmo período do ano passado. A quantidade de homicídios, por exemplo, caiu de três para um. Também caíram as ocorrências de tráfico de drogas (oito para dois), porte de arma (dez para três), furto (sete para quatro) e roubo (três para um). Por outro lado, o número de lesões corporais subiu de 19 para 35.

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