São Paulo, 16 (AE) - O aumento de R$ 40,6 bilhões na dívida pública interna em títulos em janeiro em relação a dezembro deve provocar ajustes no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), disse hoje Carlos Alexandre da Costa, diretor do Ibmec Business School. Ele argumentou que a meta mais importante no acordo com o Fundo estabelecia necessidade de financiamento do setor público durante o primeiro trimestre de 99 em R$ 17 bilhões.
Ele estima que, além dos R$ 40,6 bilhões de dívida pública interna, houve aumento em janeiro de mais R$ 36 bilhões na dívida externa. Esse aumento na dívida pública interna e externa devido à maxidesvalorização do real não pode ser absorvido em ajuste patrimonial nas contas públicas "em dois meses, talvez nem em dois anos".
A diferença entre o aumento na somatória da dívida interna e externa (por causa da liberalização cambial) e a necessidade de financiamento acordada com o FMI deverá ser considerada como "ajuste extraordinário" no novo acordo com o organismo internacional.
Ele observa também que já é tradição não cumprir as metas com o FMI. Costa lembra que, em passado recente, a Indonésia fez oito revisões de acordos com o FMI.

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