O lavrador João Maria de Castro Paes, 50 anos, não conseguiu mais desenvolver suas lavouras de feijão e milho depois que foi contaminado pelo hantavírus em novembro do ano passado. Com cansaço incomum, dores nos braços e pernas e falta de ar em momentos que exigem maior esforço, o agricultor passou seis dias na UTI do Hospital Regional de União da Vitória e 12 dias sob forte medicação.
Ele foi contaminado depois de aspirar em seu paiol a urina seca do rato do mato, um roedor de até 10 centímetros que se aloja entre o milho e rações acumulados. ‘‘Todos pensaram que eu fosse morrer, mas consegui me salvar por um milagre. Pena que hoje não possa trabalhar como queria’’, disse.
Até outubro Paes recebia auxílio-doença do INSS no valor de R$ 150,00. Sua maior reclamação é com o descaso das autoridades. ‘‘Falaram na época que teríamos reuniões sobre os perigos das doenças, além de esclarecimentos e orientações mas nada disso aconteceu. Os momentos ruins que passei podem ajudar outras pessoas a evitarem isso’’, disse.(J.C.L.)

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