A Confederação Nacional dos Agricultores (Contag) vai voltar a Brasília para uma manifestação no dia 10 de agosto batizada de ‘‘Marcha das Margaridas’’, em prol das mulheres agricultoras. Ontem, representantes da Contag voltaram a protestar na capital federal reunindo, segundo a entidade, 6 mil pessoas em frente ao Congresso. A Polícia Militar calculou o público em 3 mil pessoas.
No segundo dia de manifestações em Brasília, a Contag também se reuniu com a diretoria de recursos rurais do Banco do Brasil (BB) para reivindicar a abertura de ‘‘um canal de comunicação’’ com o banco.
Uma comissão dos manifestantes, com presença da Contag e das federações estaduais de trabalhadores rurais, teve um encontro com o diretor de recursos rurais do Banco do Brasil, Ricardo Conceição.
Eles reivindicavam mais dinheiro e, principalmente, facilitação do acesso ao crédito rural para o pequeno agricultor. O presidente da Contag, Manoel dos Santos, reclamou do tratamento dado pelo BB aos agricultores. ‘‘As agências do banco privilegiam os médios e grandes produtores’’, afirmou.
Santos considerou que a divulgação do pacote agrário pelo governo federal é um ‘‘avanço’’ na política de crédito agrícola. Entre as medidas ele ressaltou a criação do fundo de aval e a redução dos juros dos empréstimos rurais para 3% ao ano, com correção com base na equivalência de preços de produtos. ‘‘Mas ainda há muito o que ser feito’’, afirmou. O pacote agrário do governo aumentou em R$ 2,5 bilhões o orçamento para a reforma agrária.
Para representantes da Faser, federação de funcionários do Incra que trabalha nos assentamentos, também presente no evento, o acesso dos pequenos ao crédito ‘‘é difícil’’.
Durante a reunião, o diretor do BB afirmou que os problemas são localizados. ‘‘Problemas locais devem existir. Somente reunindo o superintendente e o gerente da região é que podemos solucioná-los’’, afirmou. Ele propôs a realização de um encontro do banco com a Contag para discutir as dificuldades do acesso ao crédito agrícola.

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