Recife, 30 (AE) - A Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e dirigentes de associações municipalistas de sete Estados - Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia e Minas Gerais - entregam amanhã (31) à Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) uma série de reivindicações relacionadas ao combate à seca na região. Entre elas estão a manutenção do programa de emergência por cinco anos
salário de R$ 136,00 para os alistados das frentes produtivas e aquisição dos produtos das cestas básicas nos municípios aos quais elas se destinam. Secretários estaduais também participam do encontro com o superintendente da Sudene, Aloísio Sotero.
Caso o Governo Federal não apresente uma proposta que seja aceita por prefeitos e trabalhadores, no dia 15 de setembro as prefeituras da região afetada pela estiagem prometem fazer uma grande manifestação de protesto, decretando feriado e fechando as rodovias, por uma hora, com carros oficiais e agrícolas e flagelados da seca.
O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Sérgio Miranda, passou a tarde de hoje reunido com representantes da Contag e das associações municipalistas dos outros Estados nordestinos para definir uma pauta única a ser discutida na reunião. A maior divergência era em relação à distribuição do salário mínimo reivindicado como pagamento aos alistados. Enquanto a Amupe quer que do total 60% sejam recebidos pelo trabalhador e os outros 40% sejam investidos em obras de infra-estrutura, a Contag defende que todo o salário seja destinado ao alistado.
Atualmente eles recebem R$ 60,00, sendo R$ 48,00 do Governo Federal e R$ 12,00 dos Estados, mas o pagamento está atrasado. A previsão é de repasse do mês de junho a partir da próxima semana.
Na pauta também estará um pedido de crédito emergencial para salvar os rebanhos. A solicitação de compra dos produtos das cestas básicas nos municípios tenta estimular o comércio local, prejudicado com o segundo ano de seca.

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