Contag condena trabalho infantil
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quarta-feira, 08 de outubro de 1997
Brasília 
Arquivo FolhaExploraçãoPara o presidente da Contag, embora a questão do trabalho infantil não seja restrita ao campo, é na zona rural onde há mais violência, esforço físico em demasia e riscos constantes de acidentesO presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Francisco Urbano Araujo Filho, defendeu uma ampla campanha de rejeição aos produtos fabricados na zona rural por meninos e meninas trabalhadores rurais. A campanha foi lançada na solenidade de abertura do 3º Encontro Nacional de Meninos e Meninas Trabalhadores Rurais, que prossegue até amanhã, na sede do Centro de Estudo Sindical Rural (Cesir), no Núcleo Bandeirante.
É preciso que a sociedade denuncie e não consuma produtos de empresas que utilizam mão-de-obra infanto-juvenil, apelou Urbano. Para o presidente da Contag, embora a questão da exploração infantil não seja restrita somente ao campo, é na zona rural onde há mais violência, esforço físico em demasia e riscos constantes de acidentes. Ele avalia que esse é o momento de se cobrar do Poder Público - não apenas do Ministério do Trabalho - formas concretas de erradicação do trabalho infanto-juvenil na agricultura. Na medida em que conseguimos punições mais severas, teremos uma sociedade mais justa, observou.
Urbano defendeu ainda melhorias salariais para os pais, para que essas crianças, sujeitas à exploração do patronato rural, possam exercer apenas o direito de serem crianças.
Pesquisa Nacional por Amostragem de Domícilio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNDA/IBGE), aponta que 3,8 milhões de crianças entre 5 e 14 anos de idade trabalham no Brasil. Desse total, 55,1% estão no meio rural.


