Consumo de produtos de alumínio deve crescer 7,6%
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domingo, 26 de março de 2000
Por Denize Bacoccina 
São Paulo, 27 (AE) - O consumo brasileiro de produtos transformados de alumínio deve crescer 7,6% este ano, de acordo com a projeção da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), totalizando 709,9 mil toneladas. No ano passado, houve uma queda de 6,3%. O crescimento previsto para este ano será puxado pelos investimentos na infra-estrutura, com aumento na utilização de fios e cabos (aumentou de 19% sobre o ano passado), com os investimentos no setor de transmissão de energia elétrica, e da produção de chapas para uso em latas de bebidas. O segmento de chapas deve crescer 5% em média, com aumento de 20% na produção de latas.
"O consumo brasileiro de alumínio ainda é muito pequeno e há muito espaço para crescimento", diz o coordenador de Divulgação e Marketing da Abal, Luis Fernando Madella. O consumo anual no País é de apenas 4,4 quilos por habitante, enquanto nos Estados Unidos e na Europa chega a 20 quilos por pessoa.
Devem crescer ainda 10,4% o consumo no segmento de folhas e 5,5% o mercado de extrusão, representado principalmente pelos produtos usados na construção civil. Esse é um dos segmentos em que o uso do alumínio mais cresce, com a tendência de utilização do material no acabamento e decoração de áreas internas e externas. No segmento de fundição o incremento deve ser de 11%, enquanto o consumo de pós deve crescer 3% e o de destrutivos, 8%.
A produção nacional de alumínio primário deve crescer 1 3% em relação ao ano passado, atingindo o volume de 1,26 milhão de toneladas. O aumento da capacidade industrial brasileira deve reduzir em 30,5% as importações no setor, das 135,5 mil toneladas do ano passado para 94,2 mil toneladas este ano. O crescimento do mercado interno também deve levar a uma redução das exportações, que devem diminuir 4,1% este ano, de acord com a Abal.


