Os ácidos graxos são responsáveis ''pelo perfeito funcionamento celular'', ensina a doutora em Ciências de Alimentos Rejane Dias Neves-Souza. Mas para obter esse benefício é preciso que eles sejam ingeridos em doses proporcionais e o que acontece é justamente o contrário - pesquisas apontam que em nossa dieta ingerimos muito mais Ômega 6 do que Ômega 3.
O Ômega 6 está associado à ingestão de gordura animal, especialmente a carne vermelha, enquanto o Ômega 3 é obtido através de aspargos, brócolis e peixes. ''A sardinha, por exemplo, assada ou cozida, não frita, é uma excelente fonte de Ômega 3'', exemplifica Rejane.
Dependendo desse desequilíbrio (a dieta americana chega a ter 20 vezes mais Ômega 6 do que 3), o organismo enfrenta uma série de problemas. ''Todos com processos relacionados com inflamação e degeneração, como arterioesclerose e até esquizofrenia'', relata o cardiologista Lair Ribeiro, que menciona estudos sinalizando que o Ômega 3 pode ajudar a cuidar da síndrome do transtorno obsessivo compulsivo (TOC). ''O desequilíbrio também faz aumentar o colesterol ruim (LDL) e diminuir o bom (HDL)'', completa Rejane.
Incrementar o consumo de alimentos detentores de Ômega 3 é a recomendação de Ribeiro para quem deseja amenizar e até evitar doenças causadas pelo envelhecimento. Além dos alimentos já citados, ele sugere o consumo de semente de linhaça, ''que chega a ter oito vezes mais concentração de Ômega 3 do que o próprio peixe''.
O especialista garante que a semente de linhaça não tem cheiro, nem odor e pode ser consumida torradinha sobre a comida, tanto no almoço quanto no jantar. Outra forma de consumo, já disponível no mercado, é a farinha de linhaça. ''Tem o efeito fantástico de retardar o envelhecimento e não pesa no bolso'', diz Ribeiro, assinalando que o preço médio do quilo da semente de linhaça sai por R$ 6,00.(C.P. com Agência Estado)

mockup