Consumo de estimulantes é cada vez maior
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quarta-feira, 29 de novembro de 2006
Agência Graffo 
O Ministério da Saúde, através da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), divulgou o 2º Levantamento Domiciliar sobre Uso de Drogas Psicotrópicas, constatando que o consumo de medicamentos estimulantes, como anorexígenos e anfetaminas, e calmantes (benzodiazepínicos) cresceu no país entre 2001 e 2005.
Em 2001, 3,3% da população dizia já ter consumido algum tipo de medicamento benzodiazepínico. Em 2005, passou para 5,6%. O consumo total de estimulantes passou de 1,5% em 2001 para 3,2% em 2005.
As mulheres são apontadas como maiores usuárias, confirmando uma tendência associada ao uso de medicamentos para perder peso. Em março deste ano, a ONU divulgou um documento da Junta Internacional Fiscalizadora de Entorpecentes (Jife) mostrando que Brasil tem o maior consumo mundial per capita de remédios para emagrecer (9,1 doses diárias por mil habitantes entre 2002 e 2004).
De acordo com o estudo, o uso de anfetaminas como supressores de apetite teve um aumento de 20% entre 2002 e 2004, quando comparado com o período entre 1992 e 1994, no Brasil. Países como Cingapura e Coréia do Sul também registraram grande alta.
Pela lei brasileira, remédios para emagrecer à base de anfetamina só podem ser vendidos mediante receita médica, mas especialistas fazem alertas sobre a venda indiscriminada em farmácias.


