Consumo de energia cresce no País
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de janeiro de 2002
Alaor Barbosa Agência Estado 
Rio- O consumo de energia no Brasil cresceu a um ritmo quatro vezes superior à média mundial nos últimos dez anos e o País ocupa a décima segunda posição entre os maiores geradores de energia primária do mundo. O levantamento é da empresa inglesa BP (antiga British Petroleum), que faz um acompanhamento do consumo mundial de energia nos últimos 35 anos, envolvendo 71 países. Naquele ano, o Brasil participava com apenas 0,50% da energia primária disponível no mundo. Mas o país vem ganhando posição, com a participação subindo para 0,64% em 1970, 1,13% em 1980, 1,14% em 1990 e atingindo a maior participação em 2000, quando o País passou a gerar e consumir 1,5% da energia disponível no mundo.
Em termos anuais, o País está crescendo a um ritmo de 4% ao ano, enquanto a média mundial é de pouco acima de 1%. A diferença a favor do Brasil já foi maior. Nos anos 70, por exemplo, ainda segundo os dados da BP, o consumo de energia no país crescia ao ritmo de 8,9% ao ano, despencando para 2,2% ao ano nos anos 80.
O trabalho da BP analisa o consumo da chamada energia primária, que engloba todo tipo de energia, incluindo energia elétrica e as utilizadas em motores estacionários (máquinas) ou em movimento (autoveículos). Os diferentes tipos de insumo são transformados para barris equivalentes de petróleo para permitir a comparação entre os países, mas não inclui madeira, bagaço de cana e materiais semelhantes.
Por esse critério, o Brasil consumiu o equivalente a 132,7 milhões de barris de óleo equivalente em 2000. No mundo todo, o consumo atingiu 8,75 bilhões de barris, com os Estados Unidos respondendo por mais de um quarto de toda a energia gerada no mundo.
Pelos dados da BP, a maior economia do planeta consumiu o equivalente a 2,278 bilhões de barris equivalentes de óleo. O ritmo de crescimento, porém, caiu nos últimos anos e de 1990 para 2000 o setor cresceu a uma média equivalente à metade da média mundial nos Estados Unidos.
O segundo maior mercado do mundo é a China, mas com participação bem abaixo da dos Estados Unidos, com um consumo de 752,7 milhões de barris de petróleo equivalentes, o que representava 8,6% do total. A Rússia ocupava a terceira posição no mundo em 2000, com participação de 7,1%, seguida do Japão (5,84%), Alemanha (3,76%), Índia (3,36%), França (2,95%), Canadá (2,65%), Reino Unido/Inglaterra (2,58%), Coréia do Sul (2,20%) e na décima primeira posição vinha a Itália (1,90%).
Pelo levantamento da BP, o país com maior taxa de crescimento nos últimos 35 anos foi a Coréia do Sul, que consumia apenas um terço do total brasileiro em 1965 e no ano de 2000 consumiu 192,3 milhões de barris equivalentes de óleo, o que corresponde a 1,5 vez o do Brasil.


