Consumo de energia cresce e puxa nível de atividade
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de setembro de 1999
Por Denise Neumann 
São Paulo, 17 (AE) - O consumo de energia elétrica está crescendo e pode puxar a retomada do nível de atividade na região metropolitana de São Paulo. O Indicador de Movimentação Econômica (Imec) encerrou a primeira quadrissemana de setembro com uma pequena retração de 0,21%.
Embora esse resultado signifique uma reversão do crescimento observado em agosto - quando o Imec terminou com resultado positivo de 1,13% -, ele embute um crescimento bastante expressivo na demanda por energia elétrica. Esse indicador está crescendo há quatro semanas consecutivas e as taxas têm sido crescentes a cada período.
"O quadro é de estabilidade, mas a economia pode iniciar uma recuperação consistente a partir do consumo de energia", diz Zeina Latif, pesquisadora da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e técnica do Imec.
Desde agosto, diz, o ritmo já é melhor que no primeiro semestre, mas ele ainda não reflete a recuperação que estava sendo esperada para os últimos seis meses do ano.
No começo de setembro voltou a ocorrer uma redução no volume de consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SPC) e ao Telecheque. A primeira quadrissemana terminou com uma alta de 1,52%, bastante inferior aos 4,38% registrados no fim de agosto.
Os dados de consumo, observa Zeina, podem ser negativos nas próximas semanas porque as vendas realmente perderam fôlego neste começo de mês em comparação ao início de agosto, quando foi o Dia dos Pais. Mesmo descontando os efeitos sazonais da data comercial, a primeira semana de setembro foi mais fraca.
No começo do mês também foram negativos os indicadores de movimentação de carros nos pedágios (menos 2,32%) e a venda de combustíveis (queda de 2,76%). Em parte essas retrações foram compensadas por um crescimento na movimentação de passageiros no metrô, que subiu 0,81%, enquanto nos ônibus municipais esse indicador ficou estável.
Na comparação com o ano passado, o Imec acumulado de janeiro a setembro está 3,67% inferior, enquanto na semana em análise a diferença é negativa em 3,16%.


