Na obtenção de dados por região, foi constatado que o Nordeste é a região onde 29,9% dos moradores das 22 cidades mais populosas da região já fez uso na vida de drogas psicotrópicas, daí excluído o tabaco e o álcool.
No Centro-Oeste, 18,9% já entraram em contato com drogas, seguida na Região Sul, com 17,1% da população, e da Região Sudeste, com 16,9%. As menores porcentagens foram verificadas na Região Norte (15,9%).
Para o general Uchoa, embora os dados obtidos no Brasil não sejam considerados alarmantes, o consumo de drogas, seja ela lícita ou ilícita, é da maior gravidade e motivo de preocupação.
O secretário alerta ainda que é preciso haver atenção para outras drogas, que podem ser encontradas dentro de casa, como esmalte, acetona, éter, álcool, entre outras. O uso de solventes registrado foi de 5,8% da população, volume superior ao verificado na Colômbia (1,4%), na Bélgica e na Espanha, que está ao redor de 4%. No Reino Unido, por exemplo, este consumo é de 20%, quatro vezes maior do que no Brasil. O maior consumo, no Brasil, foi verificado no Nordeste, onde 9,7% admitiu fazer uso dessas substâncias.
''É preciso ficar atento para outras drogas porque quando se fala nisso, só se pensa em maconha e cocaína e existem outras graves preocupações.'' O general reconhece, no entanto, que a atenção é grande em relação a essas duas drogas porque elas provocam dependência mais rápida, entre duas a três semanas, enquanto o álcool, por exemplo, leva mais de ano para causar dependência.
(Agência Estado)

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