Consumo cresce no Brasil
Femproporex, anfepramona, mazindol, bromazepam - as expressões, desconhecidas da maioria das pessoas, fazem parte do vocabulário de quem é usuário de anfetamina. Os três primeiros, são medicamentos derivados da droga, e o último, um ansiolítico que rebate o efeito da anfetamina.
J. P. e A., jovens mulheres que pediram para não ser identificadas, já usaram mais de uma vez fórmulas para emagrecer e conhecem bem as substâncias acima. Elas fazem parte de um universo que cresce a cada ano no Brasil.
Pesquisa feita pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) em 2001 mostrou que 1,5% da população investigada já experimentou anfetamina alguma vez na vida. Segundo a psiquiatra Maria Angélica Gambarini, foram ouvidas cerca de 8 milhões de pessoas de 107 cidades com mais de 200 mil habitantes, inclusive Londrina.
Dados do Cebrid mostram ainda que, em 2002, brasileiros consumiram 19 toneladas de substâncias anorexígenas e que 70% de todo o fenproporex produzido no mundo são consumidos no Brasil. Hoje, segundo o órgão, o Brasil é campeão mundial de consumo de anfetaminas, com 30 toneladas por ano. (C.P.)





