Consumidores prejudicados pela VC serão ressarcidos
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sexta-feira, 13 de maio de 2011
Andréa Bertoldi <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os consumidores que foram lesados pela VC Consultoria, empresa que teria fraudado empréstimos consignados a aposentados, serão ressarcidos pelo banco BMG. A decisão foi tomada depois de uma reunião que aconteceu na tarde de ontem entre a Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público Estadual (MP) e o banco, que era o principal parceiro da VC. A promotoria defende que o banco é responsável solidário neste caso.
Ontem, foi assinado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre o BMG e o Ministério Público. Com isso, ficou determinado ainda que o banco irá revisar todos os contratos que podem passar dos 12 mil. O banco ainda fica obrigado a montar uma sede em cada uma das cidades que a VC tinha lojas para atender as vítimas. Foram prejudicados consumidores do Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro, através de 17 filiais da consultoria.
Pelo TAC, o banco terá que criar um telefone 0800 para atender os clientes da VC e terá que resolver todos os casos. Caso seja descumprida qualquer parte do acordo, o banco será multado no valor de R$ 100 mil por cláusula infringida - mais R$ 5 mil por dia.
O delegado da Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon), Jairo Estorilio, disse que o número de pessoas que registram boletim de ocorrência contra a VC aumentou de 100 para 220 desde a última quarta-feira, quando a polícia deflagrou a Operação Consignado.
Os seis integrantes da quadrilha especializada em fraudar empréstimos que foram presos na última quarta-feira, tiveram decretada a prisão temporária por cinco dias. Já foi solicitada a prorrogação das prisões para mais 30 dias, o que está sendo analisado pela Vara de Inquéritos Policiais.
O prejuízo preliminar causado às vítimas é estimado em R$ 10 milhões. O dono da empresa, Neviton Pretti Caetano, 59 anos, foi detido em Camboriú (SC). Foram fechadas 13 filiais no Paraná nas cidades de Curitiba, Maringá, Cascavel, Londrina, Francisco Beltrão, Telêmaco Borba, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e Paranaguá. Além disso, a empresa tinha lojas em Santa Catarina (três) e Rio de Janeiro (uma).
O advogado Heitor Fabreti, responsável pela defesa da VC Consultoria, disse que a empresa não está comentando o assunto, mas está à disposição para cooperar com a polícia.


