Consumidores mantêm cautela
Depois de substituir o leite de vaca por sucos de fruta à base de soja, o universitário João Talis de Oliveira Mercadante decidiu rever o hábito ao tomar conhecimento da pesquisa de Harvard. ''Eu não vou ficar esperando que seja noticiado que outras pessoas ficaram estéreis para ter cuidado com a soja. Ela pode ser ótima para muitas coisas, mas se a Harvard aponta esse resultado, e se publicou em uma revista científica, já é suficiente para que eu dose o consumo'', afirma.
O medo de efeitos colaterais preocupa chega aos pais. A bibliotecária Fernanda Serrano tem evitado o uso na alimentação de seu filho de três anos. Ela conta que trabalha em uma universidade e faz buscas em banco de dados para vários cursos, entre eles o de nutrição. ''Tenho conhecimento dos estudos sobre a soja que várias instituições têm feito. Como há alguns casos que alertam para o uso nos meninos de dois a sete anos, pelo estímulo do hormônio feminino, eu cortei radicalmente os sucos de soja na alimentação do meu filho'', afirma.
O auxiliar de administração, Willian Mendonça, que planeja com sua esposa a gravidez ainda este ano, tem procurado conhecer os ingredientes dos alimentos que consome, para saber a quantidade de proteínas de soja. ''Tomei conhecimento da pesquisa e ainda que outros especialistas digam que não há provas suficientes, eu não vou arriscar. Quando se trata de saúde, como podemos arriscar?'', questiona.(B.M.)





