Consumidor está mais otimista com a economia, revela pesquisa
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segunda-feira, 20 de março de 2000
Por Simone Cavalcanti 
Brasília, 21 (AE) - Os consumidores estão mais otimistas em relação à situação econômica do País. Dados do Índice Nacional Expectativa do Consumidor (Inec), elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram que o índice que reflete a expectativa dos consumidores no primeiro trimestre deste ano foi superior em 9,2% ao registrado nos primeiros três meses do ano passado. Em relação ao mesmo período de 1998, antes mesmo da crise da Rússia, o indicador ficou superior em 0,42%, passando de 97,19 pontos para 97,60 pontos.
Em relação ao último trimestre do ano passado, o índice registrou uma melhora de quatro pontos, ou seja, no começo de 2000 as pessoas estão mais confiantes na condução da política econômica do que estavam no fim de 99.
De acordo com o presidente da CNI, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, os dados referentes ao primeiro trimestre deste ano são bastante favoráveis e refletem a percepção das pessoas em relação à gradativa melhora nas condições da economia brasileira neste início de ano. "As próximas pesquisas devem manter ou aumentar os índices de expectativa por causa da recuperação positiva da economia brasileira."
Inflação - Apesar do otimismo, mais pessoas estão acreditando que os índices de inflação voltarão a ser elevados. Moreira Ferreira afirmou que essa expectativa se deve ao fato do aumento do preço do barril de petróleo no mercado internacional, que já proporcionou uma alta de 7% no preço dos combustíveis no mercado interno neste ano.
Para os próximos seis meses, 62% dos entrevistados responderam que a inflação deverá aumentar ante 7% que acreditam que os índices de captação de preços vão diminuir. Do total de entrevistados, 32% responderam que a situação inflacionária não deve mudar.
"A alta do preço do barril do petróleo foi um choque e pode ter afetado as expectativas dos consumidores em relação à inflação", disse o presidente da entidade, acrescentando "esse deve ter sido o motivo para o resultado da pesquisa porque os efeitos da desvalorização cambial, no ano passado, já foram absorvidos."
Compras - A pesquisa indica ainda que as intenções de compra e perspectivas para 2000 são favoráveis. Dos dois mil entrevistados em todo o País, 56% responderam que pretendem manter o nível de compras nos próximos três meses. Já 16% têm intenção de aumentar o volume de consumo. Mas 28% disseram que vão reduzir as compras.
Já em relação às perspectivas para 2000, 85% responderam que o ano deverá ser bom ou muito bom. Essa pergunta é feita em relação às condições econômicas do País.
Desemprego - Segundo Moreira Ferreira, o pessimismo das pessoas diminuiu em relação ao medo da perda do emprego. O indicador revelado pela pesquisa mostra que menos pessoas hoje acreditam que os índices de desemprego voltarão a subir do que foi apurado nos dois últimos anos.
De acordo com o levantamento, 28% dos entrevistados afirmaram não ter medo do desemprego. O índice ficou cinco pontos percentuais acima do registrado em novembro do ano passado (23%). Em relação à evolução da renda, 27% das pessoas que responderam à pesquisa acreditam no aumento do nível da própria renda no curto prazo. Esse percentual representa sete pontos acima dos 20% registrados em novembro passado. No entanto
55% disseram que a situação em relação ao seu próprio salário não deve mudar.


