São Paulo, 10 (AE) - O preço da gasolina ao consumidor deve ter um aumento médio de 7% a partir de amanhã (11), quando as refinarias entregam a gasolina e o gás de cozinha (GLP) para as distribuidoras com preços 11,8% mais elevados. O diesel chega com aumento de 7,5%. Os reajustes não atingem o álcool e o gás natural usado como combustível de veículos.
O governo autorizou o reajuste para permitir às refinarias repassar os custos com a desvalorização do real frente ao dólar. A portaria com a decisão do governo foi publicada hoje no Diário Oficial da União.
Taxistas - O aumento pressiona os custos dos taxistas, mas em São Paulo eles afastam a idéia de uma elevação do valor da bandeirada (R$ 3, 20) e do quilômetro rodado dos táxis comuns (R$ 0,80). Para alguns, há necessidade de reduzir o custo das corridas, para outros, os valores devem se manter inalterados.
"Não podemos nem pensar em reajustar o preço da bandeirada e do quilômetro rodado. Estamos com poucos clientes. Se aumentamos, nosso movimento diminui ainda mais", disse Manoel Mendes, taxista filiado à cooperativa São Paulo Táxi.
"Se os taxistas fossem unidos, conseguiríamos diminuir a bandeirada para R$ 1. Assim teríamos mais fregueses", disse Gilberto Carlos Nogueira, taxista da empresa de frota Contáxi.

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