São Paulo, 07 (AE) - Os clientes de bancos com renda familiar entre 21 e 50 salários mínimos (R$ 2.856 a R$ 6.800) são os que mais gastam com tarifas bancárias, revela uma pesquisa feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). Quem está nessa faixa de rendimentos e trabalha com bancos nacionais desembolsa em média R$ 91,87 por mês. Se a opção for por bancos estrangeiros, o custo cai para R$ 74,49; no caso do correntista que prefere bancos públicos os preços das tarifas ficam em torno de R$ 62,79.
O levantamento foi feito com 870 consumidores de todas as classes sociais, sendo 736 correntistas de bancos (85%), e abrangeu 25 instituições financeiras de grande porte entre nacionais, estrangeiras e públicas.
Os bancos nacionais têm o maior custo médio por produto, de R$ 8,63. Os bancos estrangeiros apresentam um custo médio por produto de R$ 7,89 e os bancos públicos de R$ 6,44. A variação entre o menor preço e o maior é de 34,01%.
Quem menos gasta com serviços bancários são os consumidores com renda familiar de 1 a 5 salários mínimos (até R$ 680). O custo mensal médio dos serviços para este cliente vai de R$ 26,84 ( bancos públicos), a R$ 36,05 (bancos nacionais). A opção por bancos estrangeiros custa, em média, R$ 34,60.
Segundo o vice-presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, entre as instituições pesquisadas e para todos os grupos de renda as tarifas dos bancos públicos são as de menor custo. "Para o consumidor de baixa renda o banco público seria a melhor opção", diz Ribeiro. Mas é nesse grupo, observa, que os correntistas dificilmente escolhem a instituição que gostariam de ter conta corrente. "Em geral são assalariados que trabalham com o banco escolhido pela empresa para fazer os depósitos de salário."
A pesquisa mostrou também que muitos consumidores de renda até R$ 1.360 têm conta em dois ou três bancos sem saber como essa diversidade custa caro. "As tarifas aparecem diluídas nos extratos e a maioria não percebe quanto gasta", diz Ribeiro.

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