Consultorias eram usadas para desvios
Brasília Os envolvidos no esquema de corrupção investigado pela Operação Zelotes, deflagrada ontem pela Polícia Federal e Receita Federal, usavam empresas de consultoria para lavar dinheiro. De acordo com o delegado da Polícia Federal Marlon Cajado, responsável pela operação, advogados e lobistas procuravam ativamente empresas. "Existe uma questão endêmica de grupos que atuavam lá para fazer esse patrocínio de interesses privados utilizando a posição de funcionários públicos", disse.
Segundo Cajado, são investigados um conselheiro do Carf e nove ex-conselheiros, além de cerca de 70 empresas em setores como financeiro, indústria automobilístico e agrícola. O esquema envolveria a contratação de empresas de consultoria que, mediante trânsito facilitado perante o Carf, conseguiam controlar o resultado do julgamento de forma a favorecer o contribuinte autuado. Foi constatado que muitas dessas consultorias tinham como sócios conselheiros ou ex-conselheiros do Carf. O termo Zelotes tem como significado falso zelo ou cuidado fingido. Faz referência a alguns conselheiros julgadores do Carf que não vinham atuando com o zelo e a imparcialidade necessárias. (A.E.)





