Consultoria projeta IGP-M de 5,8% este mês
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domingo, 28 de fevereiro de 1999
Por Denise Neumann 
São Paulo, 01 (AE) - A alta de preços medida pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGPM) pode chegar a 5,8% em março, segundo estimativa dos economistas da Tendências Consultoria Integrada. O cálculo foi revisto (a previsão anterior era de 4 6%), mas não significa nenhuma previsão de explosão de preços ou de descontrole, explica Caroline da Silveira, economista da Tendências. Em fevereiro, o IGPM ficou em 3,6%.
Embora tenha aumentado a previsão de inflação para março
a consultoria manteve a estimativa de 20% no acumulado do ano pelo IGPM. "Antes, imaginávamos uma concentração maior de reajustes em março e abril e agora trabalhamos com a hipótese de que as altas estarão concentradas em fevereiro e março", explica Caroline.
A alta do IGPM está sendo provocada por reajustes de produtos industriais e agrícolas, especialmente aqueles vinculados à variação cambial. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) é de 1,3% em março, um número bastante inferior aos 5,8% estimados para o IGPM.
Dentro da conta do IGPM, a alta maior é do Índice de Preços no Atacado (IPA), composto por produtos agrícolas e industriais. A previsão é de uma inflação de 8,7% no IPA, com alta de 9,0% no IPA agrícola e de 8,5% no industrial. "Todas as altas estão dentro do impacto previsto pela desvalorização do real", observa Caroline. "Não há nenhum sinal de indexação de preços", acrescenta, explicando que os itens que não possuem insumos importados ou cujo preço não está vinculado ao dólar não estão apresentando remarcações.
Varejo - O Índice de Preços no Varejo (IPV), calculado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP), mostrou uma alta de 2,03% na comparação entre fevereiro e janeiro. A alta refere-se à média das quatro semanas de fevereiro encerradas no dia 26, ante a média das quatro semanas anteriores. Os alimentos tiveram a maior alta na quadrissemana: 4,76%
A pesquisa mostra uma concentração de reajustes na última semana de fevereiro. Os bens duráveis subiram 2,16% e os alimentos 1,02%, enquanto os automóveis tiveram queda de 1,24%. Os preços dos eletrodomésticos encerraram a quadrissemana com redução média de 0,25%, mas registraram elevação de 0,92% na última semana do mês. Para os técnicos da Federação do Comércio, essa alta indica que a renovação de estoques está chegando às lojas com novos custos.


