Consultoria internacional de imóveis aposta em ex-estatais
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domingo, 30 de maio de 1999
Por Denise Ramiro 
São Paulo, 28 (AE) - A consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle acaba de se instalar no País e já chega atuando forte nos nichos de mercado abertos a partir das privatizações dos sistemas de telecomunicações e energia. Na lista de clientes da consultoria, uma recém-formada joint venture anglo-americana, já constam empresas do porte da Enron e EDF.
De acordo com o diretor comercial da empresa, Alberto Horn, após a venda das estatais, principalmente as do setor de telecomunicações, as novas empresas que surgiram estão diluídas por várias regiões do País, criando a necessidade de abrir novas sedes e de realocar o patrimônio imobiliário herdado dos antigos donos.
É aí que entra a Jones Lang LaSalle, explica Horn. "Ajudamos essas empresas a avaliarem seus ativos imobiliários, orientado-as, por exemplo, sobre quais imóveis devem ou não ser mantidos pela companhia."
A Jones Lang LaSalle é mais um exemplo de grande empresa internacional do setor imobiliário que foi atraída pelo mercado brasileiro. Além dela, já operam no Brasil a também anglo-americana CB Richards Ellis, a canadense Colliers e a norteamericana Cushman.
Entre os clientes da Jones Lang LaSalle estão também grandes instituiçoes financeiras, como a Nomura Security - que opera nas áreas de fusões, aquisições e investimentos de clientes- e a Visa, para as quais a consultoria presta serviços de administração de imóveis e de carteira de ativos imobiliários.
O primeiro grande passo da empresa no País foi a compra do banco de dados sobre mercado de escritórios da Bolsa de Imóveis do Estado de São Paulo, anunciada no último dia 18. O banco de dados, que até agora fornecia informações sobre prédios de escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília e Buenos Aires, deve ampliar o serviço para novos mercados como os de Porto Alegre, Recife, Salvador e Fortaleza.
O Nordeste é outro mercado importante aberto com a privatização das teles, diz Horn. "A privatização descentralizou as empresas que passaram a ser administradas em outros estados, saindo do eixo Brasília, São Paulo e Rio", explica o executivo.
Além de ampliar os territórios atendidos, conta Horn, a consultoria pretende aperfeiçoar e sofisticar o banco de dados, agregando imagens das plantas de prédios, desde a fachada até as áreas internas, permitindo que o cliente visualize as informações oferecidas pelo serviço.
A consultoria pretende ainda acompanhar mensalmente projetos de obras, desde a planta até a construção do prédio, oferecendo um serviço a mais para o cliente, que até então só contava com informações sobre estoques de unidades, preços de locações e vendas. "Esse acompanhamento dos projetos vai fornecer projeções futuras aos clientes, limitado até aqui a receber apenas informações sobre o atual mercado imobiliário de escritórios", disse Horn.


