Consultores debatem planos de saúde no interior de São Paulo
São Pedro, SP, 22 (AE) - Consultores jurídicos debateram hoje os planos de saúde durante o 8º Encontro dos Provedores, Diretores e Administradores Hospitalares do Estado de São Paulo em São Pedro, no interior de São Paulo. Eles discutiram a situação das Santas Casas de Misericórdia, que passaram a lançar planos de saúde como forma de obter recursos, em face das verbas insuficientes repassadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O consultor Dagoberto Lima, da empresa de consultoria Somatória, de São Paulo, defende a idéia de que as mais de 4 mil operadoras de planos de saúde, que atendem 43 milhões de brasileiros e movimentam US$ 18 bilhões por ano em custeio, ofereçam, entre outras garantias, um seguro de solvência para que, em caso de quebra, os beneficiários não sejam prejudicados.
Para Lima, quando esse seguro de solvência for regulamentado no País, ele necessariamente deveria ser oferecido pelas Santas Casas de Misericórdia que hoje operam planos de saúde, porque ele entende que essas instituições têm garantias a oferecer.
O consultor Márcio de Matteis Pinto, da empresa H System
também de São Paulo, discordou das colocações de Lima. Na questão das Santas Casas, Pinto considera uma utopia achar que essas instituições teriam alguma garantia a oferecer, como um seguro de solvência, por exemplo, já que elas possuem um grande volume de dívidas.
Lima saiu em defesa das entidades filantrópicas, afirmando que elas, principalmente as Santas Casas de Misericórdia, vêm lançando os próprios planos de saúde para levantar recursos justamente para suprir as verbas insuficientes do SUS.
Ele também destaca que enquanto os planos privados de saúde têm objetivo único de ganhar mercado, os gerenciados por entidades filantrópicas são lançados puramente por questão de sobrevivência dessas instituições.





