Consultor do Consulado da Noruega desaparece e polícia não tem pistas
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quinta-feira, 10 de junho de 1999
Por Marcelo Godoy 
São Paulo, 11 (AE) - O consultor comercial do Consulado da Noruega em São Paulo, Janis Majors, de 29 anos, desapareceu e a polícia paulista não tem pistas que possam localizá-lo. Desde o dia 3, Majors, que é norueguês, não mantém contato com nenhum amigo ou com o consulado, onde trabalha há quatro meses.
A polícia foi avisada do desaparecimento no dia 1º pelo também funcionário do consulado Steinars Sorlie. De acordo com ele, o consultor, que havia viajado para Minas Gerais, apanhou um avião para São Paulo e desembarcou às 20h33 no Aeroporto de Congonhas. Majors deveria comparecer a uma reunião no consulado que seria realizada no dia seguinte.
Como não apareceu, os colegas de trabalho foram procurá-lo em casa. "Segundo eles, o consultor sempre foi uma pessoa responsável, que não faltava aos seus encontros", disse a delegada Regina Maria Salles, assistente da Delegacia de Pessoas Desaparecidas. No local, encontraram as chaves do carro de Majors e seu telefone celular. Perto dali, acharam seu carro. Majors foi escolhido para o cargo por ter feito pós-graduação na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.
Na noite daquele dia, o consultor visitou uma amiga em Orlândia, no interior de São Paulo. Disse-lhe que tinha uma reunião no dia seguinte em São Paulo. No mesmo dia, ainda de noite, apareceu no consulado, retirou documentos e saiu a pé. Só o vigia noturno, que não sabia de seu desaparecimento, viu-o deixar o prédio.
No dia seguinte, o consultor telefonou para o pai, na Noruega, pediu dinheiro e fez um saque em coroas norueguesas equivalente a R$ 1.400,00 com o cartão de crédito no Aeroporto de Cumbica. Tentou visitar uma amiga, mas como ela havia viajado
deixou-lhe um bilhete. Dizia que ia viajar para os Estados Unidos. "Verificamos as listas de passageiros dos vôos domésticos e internacionais e não encontramos seu nome", afirmou a delegada.
A polícia já ouviu os depoimentos de amigas e funcionários do consulado. "Ele também não manteve mais contato com a família", disse a delegada. A polícia não sabe o que pode ter ocorrido com o consultor. "Sabemos que ele não bebe e não temos conhecimento de que tivesse alguma namorada fixa no Brasil."


