Consultas devem ser regulares
Há 14 anos todos os bebês que nascem com baixo peso no Hospital Universitário (HU) de Londrina são monitorados por uma equipe médica. A pediatra e coordenadora da UTI neonatal do hospital, Lígia Lopes Ferrari, lembra que não somente as condições de vida ao nascer, como o baixo peso, determinam a saúde do adolescente e do adulto. Segundo ela, obesidade, colesterol alto ou diabetes são provocados por múltiplos fatores.
''Desde 1997 nasceram mais de mil bebês abaixo de 1,5 quilo e são acompanhados no ambulatório. Os mais velhos estão hoje com 13 para 14 anos e muitos permanecem com baixo peso e estatura ao longo da infância, outros desenvolvem sobrepeso ou obesidade'', alerta.
Uma orientação para os pais refere-se à importância do acompanhamento do crescimento e desenvolvimento das crianças com o pediatra, mesmo que a criança não esteja doente. Muitos pais, segundo a médica, procuram atendimento médico somente quando a criança está com febre ou outros sintomas agudos.
''A consulta regular ao pediatra, conforme as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, pode detectar precocemente as doenças do adulto já manifestadas na infância e, principalmente, trabalhar com a prevenção daquelas que são crônicas'', diz.
O pequeno Leonardo, de pouco mais de um mês, nasceu com 1,2 quilos e hoje já está perto dos dois quilos. Prestes a deixar o HU depois de ser monitorado, a mãe, a vendedora Márcia Aparecida Costa, 33, já recebeu todas as orientações médicas para lidar com o filho quando chegar em casa.
''Tive problemas com a placenta e de pressão alta durante a gravidez. Ele é meu segundo filho e a primeira não havia nascido com baixo peso. Acho importante a gente entender que precisamos lidar com eles de maneira especial para evitar que fiquem doentes no futuro'', comenta. O bebê precisará ingerir polivitamínicos e suplementos juntamente com o leite materno até que comece a consumir outros tipos de alimentos. (F.B.)





