São Paulo, 01 (AE) - O número de consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SPC), indicador das vendas a prazo, da Associação Comercial de São Paulo, cresceu 5,4% em setembro na comparação com o mesmo mês de 98. De acordo com pesquisa divulgada hoje pela Associação Comercial, houve 1,380 milhão de consultas, ante 1,309 milhão em setembro do ano passado.
Na comparação com agosto deste ano, o número caiu 4% em setembro. Houve 1,437 milhão de consultas. O diretor do Instituto de Economia da associação, Marcel Solimeo, atribuiu essa redução ao número menor de dias úteis em setembro.
Para o presidente da Associação Comercial, Alencar Burti
a ligeira recuperação das vendas a prazo em setembro deste ano deve ser acentuada no último trimestre. Burti ponderou, entretanto, que o resultado positivo só ocorrerá se a trajetória de queda nas taxas de juros persistir.
À vista - O número de consultas ao Telecheque, indicador das vendas à vista, apresentou queda de 9,5% em setembro (1,429 milhão de consultas) na comparação com o mesmo mês de 98 (1,579 milhão de consultas) e de 4,3% em relação a agosto deste ano (1 493 milhão de consultas).
De acordo com Burti, a retração nas consultas do Telecheque decorre da expansão do número de cartões de crédito e da queda da renda do consumidor.
Calote - O desemprego continua a principal causa da inadimplência na cidade de São Paulo, de acordo com uma pesquisa realizada em setembro pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo, com 1.389 consumidores inandimplentes. O motivo foi apontado em 46% das respostas.
Desse total, 42% indicaram o desemprego próprio como causa da inadimplência e 4% alegaram que alguém da família ficou desempregado. O percentual de respostas que justificaram a inadimplência em razão do desemprego se vem mantendo inalterado desde março de 98, quando foi realizada a primeira sondagem da entidade.
Renda - A queda de renda familiar é a segunda causa da inadimplência, indicada por 10% dos entrevistados. Dos que apontaram o desemprego como causa, 66% já voltaram a trabalhar. O setor de comércio respondeu por 36% do desemprego, seguido pelos de serviços.
O perfil do inadimplente continua predominante do sexo masculino, entre 21 e 40 anos (65%). A faixa de renda que varia de R$ 351,00 e R$ 1.000,00 responde por 53% dos inadimplentes.

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