RIO - O Consulado dos EUA no Rio sofre mais uma acusação de ter negado visto de entrada no país por preconceito racial. A denúncia é da professora universitária Maria Filomena Rego, mulata, de 52 anos. ‘‘Só posso classificar essa atitude como racismo’’, disse ela, que teve o visto negado por não ter ‘‘comprovado intenção de retornar ao Brasil’’.
Professora de Filosofia e Cultura Brasileira na Faculdade São Judas Tadeu, Maria Filomena soube que o argumento da negativa foi de que ela não teria meios de voltar ao país - embora tenha apresentado contracheques que comprovassem a exigência.
Para Maria Filomena Rego, seu caso é semelhante ao de dois outros turistas brasileiros que recentemente tiveram visto de entrada nos EUA negado. Na semana passada, a psiquiatra Ana Paula Guljior, de 27 anos, que pretendia passar férias na Disneylândia, não recebeu a autorização e alegou ter sido ‘‘vítima de preconceito racial ou ideológico’’, pois fez estágio em Cuba.
Em novembro, o Consulado dos Estados Unidos no Rio havia negado visto - depois concedeu - ao menino Carlos Alexandre Rossi, mulato, de 6 anos, e a família acusou o órgão de discriminação racial.

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