Londrina – Em busca de redução nos índices de acidentes nos canteiros de obras, as construtoras têm investido em engenharia de segurança e implantado equipamentos que aumentam a tranquilidade dos operários. O coordenador de Engenharia da Vectra, Ricardo Eiiti Yamaguti, relata que mensalmente são realizadas reuniões com os técnicos de segurança e uma vez por semana o encontro acontece com os operários. "Discutimos problemas, formas de solução e sugestões, além de padronizarmos as ações. No canteiros, mostramos situações que têm acontecido em outros lugares e também nas nossas obras", frisa o engenheiro. Nos encontros são abordados também assuntos relativos ao consumo de álcool e drogas.
Nos últimos dois anos, a construtora registrou 25 Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) em um universo de 900 operários. "Implantamos advertências e multa para aqueles que não cumprem as normas de segurança. Isso, aliado ao nosso trabalho de prevenção e a conscientização em geral, diminuiu muito o número de acidentes em relação ao passado", garante Yamaguti.
O gerente de Engenharia da Plaenge, Rogério Cardoso, ressalta que a construtora, fundada há 43 anos, há 35 foi a primeira da cidade a criar a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Sipat). "Em 2004, implantamos uma plataforma de canto, uma estrutura metálica com guarda-corpo onde os operários não ficam mais apenas presos pelo cinto para trabalhar em pilares dos edifícios. Antes, um vacilo na hora de colocar o cinto provocava uma queda", relata Cardoso.
O gerente destaca que inserir a cultura de segurança não é um trabalho fácil, mas com a mudança do perfil do profissional da construção civil a questão ganhou mais importância. "Hoje temos operários com 2º grau e muitos profissionais com curso superior, atraídos pelos salários do setor. Isso tem ajudado a mudar a cultura", garante.
O engenheiro de Segurança da A.Yoshii, Márcio Paschoalinoto, destaca que um dos diferenciais da empresa é ter pelo menos um técnico de segurança em cada obra, além de realizar campanhas de prevenção e parcerias, como com o Serviço Nacional da Indústria (Senai), por exemplo, para treinamento de funcionários para o manuseio de máquinas e equipamentos. "Temos encontros semanais com os funcionários nos quais discutimos a rotina e analisamos os riscos. Todos realizam cursos e capacitação e passam pelo processo de integração quando são admitidos", frisa o engenheiro.(L.F.C.)

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