Curitiba – Terminou em acordo a audiência, no Ministério Público do Trabalho do Paraná, entre a construtora PDG e cerca de 30 funcionários da empresa Águia Revestimentos e Pinturas, incluindo 18 haitianos. A Águia, de São Paulo, prestava serviço terceirizado para duas obras da PDG em Curitiba. Os empregados reclamaram que foram dispensados sem receber o salário de novembro e as verbas rescisórias. Na tarde de segunda-feira, eles fizeram um protesto em frente ao MPT. Na reunião de ontem, a PDG concordou em pagar até 29 de dezembro o salário de novembro e as verbas rescisórias. A dívida está em torno de R$ 90 mil.
Segundo o MPT-PR, a empresa Águia Revestimentos e Pintura fechou as portas. O acordo estabeleceu, além da quitação dos valores, a assinatura retroativa da carteira de trabalho de dois operários que não estavam registrados.
Em agosto deste ano, o procurador Alberto Emiliano de Oliveira Neto instaurou um procedimento para investigar a situação dos trabalhadores haitianos em canteiros de obras de Curitiba. Desde então, oito obras foram visitadas, alcançando cerca de 20 haitianos, alguns em situação irregular, sem carteira de trabalho assinada, com ambiente de trabalho irregular ou sofrendo discriminação.
Outras denúncias foram recebidas do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sintracon) e autuadas separadamente. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também denunciou situações em outros ramos de atividade econômica, incluindo práticas discriminatórias e de xenofobia, que estão sendo investigadas, algumas delas sob sigilo.
Em nota, a PDG informou que, apesar de não possuir vínculo empregatício com os funcionários, vai arcar com os débitos trabalhistas da subcontratada, e ressaltou que "preza pelo cumprimento de todas as obrigações, pagando em dia seus fornecedores e parceiros".

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