A construtora Aranha S/A, que contratou cerca de 500 trabalhadores de Londrina e região para a construção de uma rodovia no Kuwait, no Oriente Médio, não tem registro no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) de Londrina.
Os pedreiros, serventes, patroleiros, armadores e técnicos em massa asfáltica contratados foram arregimentados através de um anúncio em uma rádio local. O contrato prevê a construção, em três anos, de uma rodovia de 2,6 mil quilômetros de extensão, ligando o Kuwait ao Teerã. Os salários variam de R$ 60,00 por dia, para serventes, à R$ 150,00 por dia, para técnicos.
A construtora Aranha S/A, segundo um funcionário da empresa, seria uma intermediária da empresa Company City Iran, que teria ganho a concorrência no Kuwait para a construção da rodovia. Ontem, o proprietário da construtora, Maurício Loures Braga, não foi localizado. Ele estaria em Brasília tentando ''agilizar'' a viagem dos trabalhadores ao Kuwait, já que a expedição de passaportes em todo o país só está sendo feita em caráter emergencial por falta de cadernetas.
O chefe de fiscalização da subdelegacia do Trabalho, em Londrina, Dorival Silvestre Arantes, explicou que o trabalhador que sai do Brasil fica sujeito à legislação do país onde vai trabalhar. ''O Ministério do Trabalho não tem controle de quem sai do país para trabalhar, só de estrangeiros que vêm trabalhar aqui'', disse.

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