Cerca de 500 trabalhadores da construção civil de Londrina e região foram contratados para trabalhar no Kuwait, no Oriente Médio. São pedreiros, serventes, patroleiros, armadores e técnicos em massa asfáltica, que foram contratados para a construção de uma rodovia de 2,6 mil quilômetros de extensão, ligando o Kuwait à capital do Irã. Eles foram arregimentados através de um anúncio em uma rádio local.
O salário deles varia de R$ 60,00 por dia, no caso de serventes, a R$ 150,00 por dia, pago para os técnicos. Segundo um funcionário da construtora Aranha S/A, que está fazendo a contratação desses trabalhadores, o valor é uma conversão aproximada, já que o salário é cotado em dólar. O funcionário ainda informou que 80% do salário seria pago à família dos trabalhadores no Brasil, já que no Kuwait eles terão alojamento e refeições.
A construtora Aranha S/A, segundo o funcionário, contratou os trabalhadores para a empresa Company City Iran, que teria ganho a concorrência no Kuwait para a construção da rodovia em três anos. Antes de seguir para o Kuwait, os trabalhadores deverão fazer um treinamento de 15 dias sobre os costumes, religião e clima do país.
Nos últimos dois dias a reportagem da Folha tentou mas não conseguiu contato com o proprietário da construtora Aranha S/A, Maurício Loures Braga. A informação é de que ele estaria em Brasília tentando ''agilizar'' a ida dos trabalhadores ao Kuwait. No Brasil, por causa da falta de cadernetas, a Polícia Federal só está expedindo passaportes em caráter emergencial, com apresentação de passagem com data marcada, ou em casos de doença. Ontem, a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Londrina disse que não tem conhecimento do assunto e que também soube da contratação de trabalhadores através do anúncio.

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