Reduzir os resíduos nas obras, reutizar materiais e diminuir o percentual de material descartado são medidas que estão sendo adotadas pelas construtoras de Londrina, segundo o engenheiro e ex-presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Norte do Paraná (Sinduscom Norte), José Roberto Hoffmann.
No entanto o engenheiro destaca a necessidade de maior conscientização nas obras. ''Ao invés de termos uma caçamba recolhendo material, precisaremos de três para que os produtos sejam já separados'', diz.
Hoffmann informa que a questão da reciclagem dos resíduos da contrução civil começaram a ser discutidas com a prefeitura no ano passado. No entanto, as conversas pararam em maio e nada foi formalizado. Atualmente os resíduos sólidos da construção civil são jogados em uma pedreira que serve como aterro.
Segundo o presidente da Associação Brasileira das Insdústrias e Distribuidoras de Produtos de Fibrocimento (Abifibro), José Carlos Duarte Paes, a decisão do Conama, que passou a classificar os resíduos do amianto como perigosos à sa© úde e exige a sua colocação em aterros especiais, é infundada ''já que muito pouco amianto é usado no país''.
O produto, ele explica, é utilizado para dar liga em telhas e em caixas d'água. ''Em uma telha temos 92% de cimento e 8% de amianto encapsulado. O risco de contaminação existe na fábrica e não quando há acesso ao produto final'', argumentou.
Segundo o texto da resolução, a decisão para mudança na classificação do resíduo aconteceu porque o produto pode causar câncer. Segundo Paes, a Abifibro está estudando a adoção de medidas judiciais contra a decisão do Conama.
A engenheira química da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), Maria Zanata, informa que o norte do Paraná não possui um aterro adequado para receber os resíduos do amianto.

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