Construção de salas e escolas de emergência atrasa
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quinta-feira, 11 de março de 1999
Por Juliana Junqueira 
São Paulo, 12 (AE) - As salas e escolas de emergência, que estão sendo construídas nas escolas municipais de São Paulo para atender à demanda por vagas, atrasaram e só devem ficar prontas no fim deste mês, quase dois meses depois do começo das aulas, iniciadas em 8 de fevereiro. De acordo com a Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Educação, as obras foram paralisadas por causa das chuvas.
Apesar de a secretaria ter licitado 480 salas emergenciais, apenas 300 vão ser construídas. A quantia necessária foi fechada após o término das matrículas, que este ano foram unificadas com a rede estadual. Cada estrutura está orçada em R$ 24 mil. De acordo com a assessoria, todas as crianças estão estudando e, em muitas escolas, foi preciso improvisar classes extras na biblioteca ou em outras áreas dos prédios.
Quando as licitações foram feitas, no fim de 98, um dos itens do processo que consta do Diário Oficial do município era a conclusão das salas antes do início das aulas. A secretaria afirma que essa meta não pode ser cumprida, pois ainda era necessário saber qual seria a demanda por escola. Mas a secretaria, no entanto, já dispunha desses dados desde o ano passado para construir as salas a tempo. De acordo com a ex-secretária de Educação Hebe Tolosa, a secretaria realizou um levantamento sobre a demanda de alunos por Delegacias Regionais de Ensino Municipal (Drem).
Levou-se em conta os alunos que foram matriculados, mas ficaram na lista de espera e não conseguiram a vaga. Segundo o levantamento, 59.244 crianças ficaram fora da escola no ano passado. Desse total, 16.802 alunos no ensino fundamental, 30.552 na educação infantil, 258 na educação de adultos e 11.632 no ensino supletivo. As salas emergenciais, no entanto, vão absorver 31.500 estudantes.
Além de estabelecer a demanda, a pesquisa também apurou bairro por bairro o número de salas necessárias. "Para desafogar parte do sistema, seria necessária a construção de mais 15 escolas de educação infantil (Emei), 5 de ensino fundamental (Emef) e a conclusão das obras de mais 4 Emefs", explica Hebe.
Em 1998, segundo a secretaria, foram construídas dez escolas. O orçamento para construção em 98 foi de R$ 48.125.000 00. Mas apenas R$ 6.171.000, 00 foram efetivamente utilizados. Este ano, a secretaria terá R$ 47.400.000,00 para as contruções. Está prevista a construção de seis Emefs, três Emeis e uma escola para deficientes auditivos.


