São Paulo, 12 (AE) - Uma região estratégica, com infra-estrutura urbana completa e por onde circulam diariamente cerca de 2,5 milhões de pessoas. Estes dados mais a perspectiva de recuperação do centro entusiasmou um grupo de empresários do setor hoteleiro a investir em uma área a poucos metros da Praça da República. Com 13 andares e 260 apartamentos, o Hotel Mercure Downtown São Paulo será o primeiro hotel de grande porte a ser construído no centro nos últimos 20 anos.
"Em vez de esperar os outros chegarem, vamos antecipar uma tendência verificada na região", justifica o diretor-geral da Hotelaria Accor Brasil, Roland de Bonadona. Junto com a Setin Empreendimentos Imobiliários, a empresa irá construir e administrar o Mercure Downtown. Localizado na Rua Araújo, o hotel, de padrão semelhante a um quatro estrelas, irá oferecer uma série de serviços diferenciados para quem se hospedar na região, como completo isolamento acústico, salas moduladas para reuniões e business center.
"O centro é local com grande tendência para o turismo de negócios e cultural", diz o diretor-presidente da Setin, Antônio Setin. Ele lembra locais inaugurados recentemente, como a Sala Júlio Prestes e o Shopping Light. Ele também aponta a facilidade no deslocamento para outros pontos da cidade. "O metrô liga o centro ao Anhembi, à rodoviária, à Avenida Paulista e outros pontos importantes", exemplifica. Ligação - Opinião semelhante tem o diretor-executivo da Associação Viva o Centro, Marco Antonio Ramos de Almeida. "A futura integração no transporte por trilhos ligará o centro a outros locais, como a Avenida Luís Carlos Berrini", prevê Almeida. O diretor da Viva o Centro enxerga o empreendimento como um passo importante no processo de requalificação da região. "Em todas as metrópoles do mundo o centro concentra bons hotéis", diz.
O Mercure Downtown deve ser inaugurado em 36 meses e está orçado em R$ 24 milhões. Uma novidade é a venda de apartamentos em um sistema semelhante aos flats. "A pessoa poderá comprar unidades isoladas, mas elas serão utilizadas apenas como hotel", diz Setin. Ele não soube informar se o contrato permitirá ao proprietário da unidade usufruir dos quartos. Ao adquirir um quarto - que custará R$ 89,5 mil em média - a pessoa terá direito a um retorno financeiro que irá variar conforme a receita do hotel.