Construção de centrais só com inventário hidrelétrico
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 12 de abril de 2004
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A liberação ambiental para construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) vai depender da apresentação de inventário hidrelétrico do rio e não mais dos pontos onde serão construídas. Até o final da semana que vem, os representantes desses empreendimentos serão chamados pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), quando serão comunicados dessa nova decisão do governo do Paraná, informou o presidente do órgão, Rasca Rodrigues.
Até agora, são 26 empreendimentos para construção de PCHS que estão dependendo de licença ambiental para serem construídas no Paraná. O governo do Estado suspendeu a construção dessas usinas e agora pretende liberar a construção a conta-gotas. ''Antes disso, o governo Roberto Requião (PMDB) quer um levantamento do potencial energético de toda a bacia hidrográfica e esse estudo deverá ser feito pelas empresas interessadas na construção das PCHS, que deverão se cotizar para bancar os custos'', disse o presidente do IAP.
De acordo com Rasca Rodrigues, o governo do Paraná quer avaliar bem a dimensão do potencial energético para os próximos dez, 15 ou 30 anos, para evitar que a exploração da matriz energética do Estado, uma das mais competitivas do mundo, fique em mãos da iniciativa privada, sem gerar benefícios ao Paraná. ''O problema é que a maior parte dos empreendedores de PCHS quer gerar energia a partir do Paraná para outras regiões do País'', destacou.
Rodrigues explicou que a construção de PCHs gera poucos empregos e não provoca impacto no recolhimento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).


