Silvana Porto Especial para a Folha
O aterro sanitário de Paranavaí, que deveria ter os recursos liberados apenas no próximo ano, terá as obras iniciadas no máximo no segundo semestre. A Caixa Econômica Federal anunciou que os R$ 350 mil para o projeto serão liberados até o final do ano. O chefe do escritório regional da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), Alcione Pacheco, disse que o número de casos de dengue em Paranavaí influenciou na antecipação do repasse.
A cidade tem 132 casos confirmados da doença e os técnicos da área de saúde e saneamento sabem que onde existe dificuldade na destinação do lixo a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, é sempre maior. ‘‘Embora a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) tenha adotado um programa de controle do mosquito no lixão, com tratamento e acompanhamento dos focos no local’’, explica Pacheco.
O projeto do aterro sanitário de Paranavaí prevê o sistema de valas cobertas, onde o lixo depositado ficará protegido. São cerca de 70 toneladas por dia. O sistema de tratamento contará com uma lagoa de chorume. O aterro vai ser construído em uma área adquirida pela prefeitura há cerca de um ano e meio, próximo ao distrito de Sumaré. Segundo a secretária de Planejamento, Leoni Dal-Prá, a área já foi demarcada e piqueteada, e teve o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) aprovado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

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