Construção civil fecha mais de 10 mil vagas em maio em SP
São Paulo, 21 (AE) - O nível de emprego na construção civil do estado de São Paulo apresentou queda em maio de 2,47%, em relação a abril, o que equivale ao fechamento de cerca de 10.300 postos de trabalho no mês. Os dados foram divulgados hoje pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). Em maio, o setor empregava aproximadamente 405 mil trabalhadores no Estado, equivalente ao mesmo número de trabalhadores empregados no final de 190.
A queda acumulada em 1999 é de 4,09%, o que equivale ao desligamento de 17.300 trabalhadores no ano. Em 12 meses, a queda acumulada é de 8,59%, com fechamento de 38 mil vagas entre junho de 1998 e maio de 1999. O emprego na construção paulista vem apresentando tendência de queda acentuada desde outubro de 1998. Os segmentos mais afetados são os de obras de infraestrutura e incorporação de imóveis.
O setor deve voltar a contratar a partir de julho ou agosto, disse o vice-presidente do sindicato, Eduardo Zaidan. A recuperação deve ocorrer no rastro do aquecimento da economia brasileira, esperado para o segundo semestre. Para Zaidan, porém
isso não significa a recuperação do setor. "Se tudo ocorrer como previsto, poderemos comemorar o fim da trajetória de queda do emprego, mas não a retomada do setor, que será lenta."
De acordo com ele, os setores mais afetados pela crise são os de infraestrutura e de incorporação de imóveis. O desaquecimento do setor não se caracteriza pela paralisação de obras, que "bem ou mal" estão em andamento, mas pela falta de novos projetos.
Zaindan aprova os programas habitacionais lançados, recentemente, pelo governo, mas critica o processo de execução dos mesmos. "Do anúncio à execução dos projetos há um intervalo grande de tempo", reclama.
Ele cita como exemplo o Programa de Arrendamento Caracterizado, conhecido como Prodecar, criado no segundo semestre de 98 e que, segundo ele, só agora começa a ser utilizado pelas construtoras. Segundo ele, o mesmo deve acontecer com o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), lançado mês passado. Este programa, com investimentos de R$ 3 bilhões, será inicialmente implantado em São Paulo e Rio de Janeiro.Por Denise Ramiro ATENÇÃO EDITOR: Esta retranca acrecenta informações, a partir do terceiro parágrafo.





