Caracas, 14 (AE-IPS) - Amanhã (15), 10,9 milhões de venezuelanos decidirão em plebiscito se aprovam ou não a nova Constituição do país. O referendo coloca o presidente Hugo Chávez à frente de uma batalha decisiva para seu projeto político, que ele mesmo qualifica como "uma revolução pacífica e democrática". A nova Carta Magna foi redigida pela Assembléia Constituinte, composta por 131 membros, e que foi instalada em julho. A atual vigora desde 1961.
Durante as reuniões da Constituinte, Chávez fez campanha aberta pela necessidade de sua aprovação. Em manifestações públicas, sempre alertou que se o povo dissesse não ao novo texto significaria o caos para o país. Empresários, proprietários de meios de comunicação e até mesmo a Igreja Católica, críticos do novo texto, sempre foram comparados por Chávez a anti-patriotas.
Analistas garantem que o presidente vencerá mais esta batalha. Alguns estimam que com até 75%. Os que não gostam do novo texto argumentam que ele é estatizante, centralizador, militarista e muito detalhado em seus 350 artigos. Os que o defendem, dizem que o texto promove a justiça social e o desenvolvimento com equidade.
Se o texto for aprovado, no começo de 2000 o presidente enfrenta outra eleição, desta vez para a escolha de deputados e governadores. O presidente foi eleito por cinco anos e, com o texto novo, aumentaria seu governo em um ano com reeleição imediata. Chávez já admitiu que espera governar o país até 2012 para completar seu projeto político. Com a nova Carta Magna aprovada, a Venezuela mudaria de nome. Passa a ser República Bolivariana da Venezuela.

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