Constipação acarreta de ferimentos a hemorróidas
A quantidade de vezes que uma pessoa deve defecar depende de organismo para organismo, mas nunca deve ser inferior a três vezes por semana. O gastroenterologista Ricardo Nakamura explica que a consistência das fezes também varia de acordo com o metabolismo de cada um. ''O ideal é que ela não esteja muito endurecida, a ponto de requerer esforço para evacuar'', afirma.
O maior problema de se passar muito tempo sem defecar é que, como o órgão é o responsável pela absorção de líquidos no organismo, com o tempo as fezes vão ficando cada vez mais ressecadas. Ao dificultar a evacuação, o endurecimento pode causar de fissuras (pequenos ferimentos) anais, a hemorróidas e doença diverticular do cólon. Há casos em que é necessário ir ao hospital fazer uma ''lavagem'' para retirar as fezes, de tão ressecadas que ficam. Há quem precise até de cirurgia.
A constipação intestinal também ocasiona distensão abdominal e cólicas. ''Além disso, pesquisas comprovam que há uma incidência maior de câncer do intestino em pessoas que sofrem de constipação intestinal'', alerta Nakamura.
Há casos, porém, em que apenas a mudança de hábitos e cardápio não resolve o problema. ''Nesse caso, a pessoa precisa procurar orientação médica, pois a constipação pode ser sintoma de algum mal maior'', orienta o gastroenterologista.
Segundo o médico, várias doenças podem apresentar o intestino preso como um dos sintomas, como o hipotireoidismo, doenças neurológicas, doença de chagas (do tipo crônico), síndrome do intestino irritável e o câncer de intestino. A prisão de ventre também pode ser um efeito colateral de algum medicamento.(A.I.)





