Consórcios querem crescer 15% no ano 2000
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quarta-feira, 01 de dezembro de 1999
Por Renata Rondino 
São Paulo, 01 (AE) - As administradoras de consórcios estão projetando um crescimento em cerca de 15% no ano 2000, com a movimentação de R$ 11,2 bilhões. Na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), Eriodes Battistella, essa projeção tem como base uma expansão da economia em torno de 4% no ano que vem.
A Abac calcula que o setor irá fechar o ano de 99 com 2 7 milhões de participantes ativos, e um crescimento de 3,36% sobre 98. O volume de negócios deverá atingir R$ 10,5 bilhões, 5% a mais que em 98.
Para Battistella, o grande destaque do ano 2000 será o segmento de imóveis, cujas projeções são de uma evolução de 25%. Esse segmento teve bom desempenho em 99, registrando uma alta de 24,98% em comparação com o ano passado e atingindo 65 mil consorciados. Battistella atribui esses resultados a uma presença maior de administradoras operando nessa área e pela maior divulgação do sistema.
Segundo Battistella, o setor de automóveis deverá crescer no mínimo 10% no ano que vem, acompanhando o desempenho da indústria automobilística, que deverá se beneficiar com o processo de renovação da frota. Nesse ano, o número de participantes ativos chegou a 2,4 milhões, contra 2,1 milhões em 98, o que equivale a um crescimento de 11%, explicou Battistella.
A área de eletroeletrônicos, que não teve um bom desempenho em 99, deverá ficar estável no ano 2000, afirmou. "Não vamos aumentar as nossas vendas, mas não vamos repetir os maus resultados de 99." Esse ano, o segmento registrou uma queda de 38,3% no número de participantes, de 426,5 mil para 263 mil.
Battistella informou que houve um equilíbrio entre as contemplações (clientes que receberam seus bens) e cotas comercializadas (novos clientes por contemplar). As administradoras planejam chegar a 2,9 milhões de participantes no ano que vem. Para o presidente da Abac, no mês de dezembro desse ano as administradoras querem atingir 800 mil cotas comercializadas, o que daria uma média de 100 mil vendas por mês.
Ele disse que o bom desempenho do segmento de consórcio está na diferença do preço final em relação ao CDC e ao Leasing. No primeiro caso, a diferença para produtos adquiridos em 50 meses é de 59%, e no segundo caso, essa diferença atinge 69%.


