Consórcio vai tratar resíduos de Curitiba
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O problema da destinação do lixo em Curitiba e região ficou mais perto da solução depois que o Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos publicou o edital de conclusão da licitação que escolheu a futura responsável pelo novo modelo de tratamento dos resíduos. A empresa vencedora da concorrência foi a Recipar, um consórcio composto por quatro empresas, que garantiu a criação de 301 empregos diretos para o processamento das 1,9 mil toneladas de lixo produzidas pelos 19 municípios integrantes do Consórcio Intermunicipal.
O prazo para instalação da planta de tratamento é de até quatro meses após a assinatura do contrato, que deve ocorrer dentro de um mês, assim que a Recipar apresentar toda a documentação necessária. No entanto, a solução esbarra em outra questão ainda não resolvida. A área para instalação da indústria ainda não tem licenciamento ambiental.
Inicialmente, três locais estavam sendo considerados para receber a planta, um em Curitiba, em Fazenda Rio Grande e outro em Mandirituba. Essa última foi escolhida como prioritária depois que um parecer técnico apontou que ela teria as melhores condições em comparação com as outras duas. Mas, segundo o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Victor Hugo Burko, uma lei municipal proíbe a instalação da indústria na cidade, impedindo o órgão de fazer o licenciamento.
Participaram da licitação do Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar) 22 empresas divididas em seis consórcios e duas empresas individuais. O Recipar venceu com a proposta de preço mais baixo, a R$ 51,11 a tonelada de lixo processada. O preço máximo que constava no edital era de R$ 73.
Segundo a diretora do Consórcio Intermunicipal, Marilza Dias, o modelo vencedor trata o lixo em três etapas. ''A parte inicial tem separação mecanizada da parcela orgânica para compostagem acelerada em ambiente fechado. Depois são retirados os recicláveis e, por último, os rejeitos são processados em um tipo de combustível derivado de resíduos''. Esse conjunto de tecnologias deve processar 100% do lixo produzido. O sistema irá substituir o Aterro do Caximba, que já teve sua vida útil prorrogada por diversas vezes.


