O presidente do Consórcio Energético Cruzeiro do Sul, formado entre Copel e Eletrosul para a construção e exploração da Usina Hidrelétrica (UHE) Mauá, Sérgio Luiz Lamy, contestou os números levantados pela aluna da UEL. Ele informou que foram inventariadas 378 famílias: 174 identificadas como de proprietárias da terra onde residem (possuem escritura), 33 de arrendatários, 67 de empregados, 10 de agregados, 49 de posseiros, 19 de filhos casados e 26 que não têm classificação específica. ''Desconhecemos os números deste levantamento e a qualidade técnica deste estudo'', disse.
''A Copel tem larga experiência com famílias atingidas pela construção de usinas e inclusive recebeu um prêmio da ONU (Organização das Nações Unidas) pelo trabalho desenvolvido na Usina de Salto Caxias, em Leônidas Marques (Sudoeste do Estado). Todos terão os seus direitos respeitados'', disse o presidente.
Lamy afirmou ainda que o Estudo de Impacto Ambiental, feito durante a etapa de estudo de viabilidade do projeto, foi feito por uma empresa privada, a CNEC (Conselho Nacional de Engenheiros Construtores), e que portanto a Copel e Eletrosul não tiveram participação em sua elaboração. ''O IAP analisou o estudo e entendeu que eram necessárias complementações, apresentando 70 requisitos e emitindo apenas a licença prévia. Fizemos um termo de referência, com estudos complementares que foram entregues ao órgão e estão sendo analisados. Se tinha alguma deficiência no EIA, acreditamos que tenha sido suprida'', disse o presidente do consórcio.(Silvana Leão)

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