Consórcio propõe modelo inédito para substituir aterro
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de novembro de 2007
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Um modelo inédito no Brasil, que deverá reunir diversas tecnologias de destinação do lixo doméstico, é a proposta do Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos para substituir o aterro sanitário da Caximba, cujo prazo de utilização termina em dezembro de 2008. Os preparativos para a licitação do Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar) estão em andamento. O edital, que está em consulta pública desde meados de outubro, será lançado no próximo dia 19.
A secretária-executiva do Consórcio, Marilza de Oliveira Dias, explicou que um dos grandes diferenciais do modelo é que a empresa ou consórcio de empresas que vencer a licitação terá que cumprir metas para reduzir, gradativamente, em um prazo de seis anos, os volumes de rejeitos do processo de tratamento e de aproveitamento que vão para o aterro. O Sipar tem como conceito ''o máximo aproveitamento de materiais e a mínima dependência do aterro''.
Como não há nenhum modelo semelhante no País, a tendência é que empresas brasileiras se associem a estrangeiras para participar da licitação. Segundo Marilza, serão avaliadas capacidade técnica e preço, que não pode ultrapassar o custo de R$ 73,00 por tonelada. Os concorrentes terão que comprovar experiência em gerenciamento de grandes quantidades de resíduos por meio de plantas já instaladas. São poucas as empresas nacionais que têm algum kow-how em compostagem e reciclagem.
O Consórcio irá definir e ceder a área onde será implantado o Sipar, que deverá começar a operar em janeiro de 2009. A previsão é de que o aterro tenha 100 hectares. A Minerais do Paraná (Mineropar) avaliou 20 áreas. A maioria ao sul da Região Metropolitana de Curitiba.


