Consórcio mantém obras da Usina de Mauá
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Londrina- O Conselho Municipal do Meio Ambiente de Londrina (Consemma) protocolou junto à Procuradoria da Repúblico e ao Ministério Público Estadual um relatório sobre a diligência oficial do órgão que teria constatado a continuidade das obras de construção da Usina Hidrelétrica de Mauá, no Rio Tibagi, entre Ortigueira e Telêmaco Borba. O documento inclui textos e fotos de supostas detonações e perfurações de rochas, o que caracterizaria a realização do trabalho.
O Consórcio Cruzeiro do Sul, encabeçado pela Copel, que é responsável pela obra, foi notificado sobre a ordem de paralisação, assinada pelo juiz Alexei Alves Ribeiro, da 1 Vara da Justiça Federal, em 10 de fevereiro. A multa diária pelo descumprimento é de R$ 15 mil. Os ambientalistas deverão pedir um aumento deste valor, levando em contra que o empreendimento deve custar cerca de R$ 1 bilhão. A assessoria de imprensa da Copel informou que o consórcio tem autorização judicial para realização de obras preventivas para evitar o assoreamento do local.
De acordo com o secretário-executivo do Consemma Carlos Levy, o órgão aguarda as providências cíveis e criminais em relação ao caso. ''A licença foi suspensa e as atividades sem a licença configuram crime ambiental. Esperamos até prisões em flagrante'', cobrou. Ele acrescentou que o pedido para realização de obras de contenção foi feito pelo consórcio para ''encobrir a continuidade das obras.''
Os vídeos com a movimentação das máquinas e dos trabalhadores foram divulgados no blog da entidade (www.ongmae.org.br ) e estão armazenados no youtube (www.youtube.com/onglondrina).
Levy revelou ainda que a União entrou anteontem com uma petição junto ao Supremo Tribunal de Justiça com o objetivo de derrubar a liminar concedida pelo juizado de primeira instância. O pedido, segundo ele, entrou em pauta no plenário ainda ontem. Este trâmite, acrescenta costuma melhorar até mais de um ano.


