Londrina - A Associação do Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi) está firmando um consórcio com 18 municípios para a construção e gerenciamento de um único aterro sanitário, que pode ser feito pela Sanepar ou por uma empresa privada.
De acordo com o presidente da Associação, Luiz Carlos Gil, que é prefeito de Ivaiporã, a meta é ter um aterro moderno, com áreas para realização da logística reversa, depósito para grandes geradores e para materiais poluentes, como baterias. "Não há outra alternativa para os municípios pequenos a não ser o consórcio. Se você tem pouco volume, o custo sobe demais. Queremos implantar uma gestão profissional no aterro", frisa Gil.
As 18 cidades geram entre 100 e 130 toneladas de resíduos por dia e cada município deve pagar R$ 90 por tonelada. "Temos municípios que produzem 50 toneladas por mês, o que daria um custo de R$ 4,5 mil mensais. Um valor baixo e que seria insuficiente para ter um aterro próprio."
Um estudo técnico apontou uma área às margens da rodovia BR-272, que passa por diversos municípios. O presidente da Amuvi reconhece que nenhuma cidade quer ser a sede do aterro, mas aponta para vantagens. "Temos que ter um local o mais próximo de todos possível. O município recebe 5% de ISS (Imposto sobre Serviços) e o aterro deve gerar entre 80 e 100 empregos."
Já Ibiporã (região metropolitana de Londrina) aposta na administração individual. Em 2009, o município implantou a coleta como preconiza a legislação, com separação de rejeitos, orgânicos e reciclados. Uma empresa contratada é responsável pela compostagem e separação e destinação dos recicláveis. "Apenas o rejeito é levado para o aterro", garante Michel Gardini, diretor de Limpeza Pública do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae).
Segundo o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o aterro da cidade é considerado controlado, o que é contestado pela administração. "Tecnicamente temos todos os requisitos de um aterro sanitário, como impermeabilização do solo e dreno das águas fluviais, chorume e gás. Não entendemos o porquê de não termos esse reconhecimento", critica Gardini.
A cidade já tem um projeto para construir uma nova célula com vida útil para 25 anos. O investimento de R$ 1 milhão será do próprio Samae. O município promete até agosto atender outra exigência da legislação com a criação de uma associação de catadores. "Para nós o consórcio não é interessante. Tecnicamente acreditamos que a nossa administração é bem feita, já temos uma área impactada e teríamos custos maiores", frisa o diretor. Ibiporã produz 42 toneladas de lixo por dia, sendo 30 de orgânicos, 7,5 de reciclados e 4,5 de rejeitos.(L.F.C.)

mockup