Consórcio da TCS analisa informações do data room da CRT
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quinta-feira, 06 de janeiro de 2000
Por Sandra Hahn (especial para AE) 
Porto Alegre, 06 (AE) - O consórcio que controla a Tele Centro Sul (TCS) começou hoje a análise das informações reunidas no data room da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT). A empresa gaúcha informou que o serviço foi aberto ao meio-dia e estará disponível por 15 dias. O data room servirá para que os potenciais interessados na compra do controle acionário da CRT conheçam detalhes da companhia. Além da TCS, a Sercomtel, de Londrina (PR), e a CTBC, de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, assinaram o termo de confidencialidade que permite acesso à sala de informações instalada na sede da empresa, na capital gaúcha.
As condições de venda da CRT ainda não estão definidas, informou a Assessoria de Imprensa da Telefônica, que detém 45% das ações do consórcio controlador da companhia. A venda foi exigida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e terá de ser acertada até o dia 4. A TCS é apontada por analistas do setor como a favorita para adquirir os 85% de ações ordinárias que serão negociados. O valor da transação não foi revelado pela Telefônica.
Caso a TCS seja a nova controladora da CRT, estará concretizando um interesse antigo. A Telecom Itália, que possui 38% da TCS, busca informações sobre a companhia desde a primeira metade dos anos 90, quando a abertura de capital da CRT começava a ser discutida no Rio Grande do Sul. A TCS informou, por meio da Assessoria de Imprensa, que não iria fazer comentários sobre o processo.
Depois de deixarem o controle da CRT, os espanhóis da Telefônica permanecerão operando o serviço de telefonia convencional apenas em São Paulo. A Telefônica informou ainda, por meio da assessoria, que manterá inalterada a participação na CRT Celular, empresa que foi separada da área fixa. Os controladores da CRT Celular são os mesmos da área convencional.
A receita operacional líquida da CRT atingiu R$ 820,07 milhões entre janeiro e setembro, último balanço divulgado. Neste período, a empresa registrou prejuízo de R$ 183,25 milhões. O resultado foi inverso ao obtido no mesmo período de 1998, quando o lucro tinha sido de R$ 106,84 milhões e a receita operacional líquida, de R$ 799,18 milhões. No balanço, a CRT informou que havia atingido 1,6 milhão de linhas em serviço e a taxa de digitalização da planta telefônica estava em 93,6%.


