O Consórcio Intermunicipal de Saúde dos municípios da região de Campo Mourão (Ciscomcam) é um dos pioneiros do País no sistema de dividir o atendimento às especialidades médicas entre todos os municípios de uma microrregião. O consórcio foi implantado há cerca de sete anos e hoje nenhuma prefeitura chega sequer a pensar em voltar ao sistema tradicional. ‘‘Isso está totalmente descartado’’, frisa, por exemplo, o prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PPS). ‘‘Temos apenas que cobrar um melhor atendimento’’.
Segundo Tezelli, o Ciscomcam vem prestando seu papel e, só a pacientes de Campo Mourão, fez 40 mil atendimentos no ano passado. ‘‘Hoje seria muito difícil para o município fazer o atendimento das especialidades sem a existência do consórcio’’, admite o prefeito. A Prefeitura de Campo Mourão pagar R$ 10 mil todos os meses para o Ciscomcam. O pagamento é feito de acordo com o número de habitantes. Em troca, a cidade tem direito a 3,6 mil exames por mês, mas esse número sempre acaba sendo extrapolado.
A secretária de Saúde de Campo Mourão, Rosemeire do Carmo Martelo, admite que o Ciscocam tem defeitos, mas ressalta que existem muitas virtudes e que muita coisa ainda pode ser melhorada. Uma das propostas, por exemplo, é levar toda a estrutura do órgão para a nova Santa Casa de Campo Mourão assim que as obras ficarem prontas.
Um dos problemas do consórcio é a falta de médicos. O casos mais críticos são de neurologistas e cardiologistas, que chegam a ter uma fila de atendimento de até três meses. ‘‘Campo Mourão tem apenas dois neurologistas para atender 25 municípios’’, destaca Rosemeire. Mesmo assim, ela garante que os casos de emergência são atendidos na frente, sem precisar ficar esperando na fila.

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