São Paulo, 18 (AE) - O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Cláudio Considera, admitiu hoje que é "inevitável" aumento de preços, mas ressaltou que não acredita que os repasses fiquem na mesma proporção que a desvalorização do real. Para ele, a economia não está aquecida o suficiente para que sejam mantidas as mesmas margens de lucro que os empresários estavam praticando com a economia aquecida, antes da desvalorização.
Considera não quis falar sobre patamares de aumentos aceitáveis e disse que isso dependerá do "mercado". O secretário lembrou que não há controle de preços por parte do governo e que as altas abusivas são caracterizadas apenas em mercados cartelizados. Estes, segundo ele, serão investigados.
"Se a padaria do seo Antônio fizer aumento de 40% no pãozinho, o problema é dele e de quem compra dele, e não comprou da padaria que não aumentou o preço", destacou.
Considera ressalvou, porém, que o governo investigará se o sindicato das padarias orientar um aumento de 30% para todos. "Isso é abusivo, isso é cartelização", disse. "São coisas que serão investigadas."
O secretário destacou que o repasse de aumento de custos por conta da desvalorização serão avaliados caso a caso. Considera explicou que o custo das empresas será estudado para ver se o repasse que foi feito acompanhou a proporção do impacto da desvalorização na estrutura de custo da empresa.
Considera, que prevê inflação abaixo de 1% para fevereiro, disse ainda que o governo reduzirá alíquotas de importação para aumentar a concorrência no País. Ele disse que estão sendo estudadas as reduções de alíquotas em vários setores. Uma redução foi anunciada hoje pelo secretário. A alíquota para insumos hospitalares caiu de 11% para zero.

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